CÊ FRAGA? reconhecimento e cartografia de iniciativas sociais e culturais de BH 2ª edição > Cultura Viva pelo bem viver

INICIATIVAS RECONHECIDAS

Pela segunda vez, fizemos um convite à cidade e acompanhamos encantadas a resposta potente que recebemos: na 2ª edição do CÊ FRAGA, chamada pública aberta pra geral que busca reconhecer e cartografar ações sociais e culturais, foram 370 indicações recebidas, que nos apresentaram 198 iniciativas realizadas em BH.

Para colaborar com a análise das indicações, convidamos seis parceiras da Gabinetona. Cida Reis, Winy Mangabeira, Priscila Tomas, Gabriel Moura, Gordaum UAISS e Vivian Tofanelli – artistas, arte-educadoras, historiadoras, produtoras e fazedoras de cultura comprometidas com o fortalecimento das lutas da cidade – compartilharam com a gente impressões e afetos para ajudar a definir as 15 iniciativas que receberão doações em recursos financeiros.

Na cultura viva e pulsante de Beagá, encontramos novamente práticas emancipatórias espalhadas por todas as regionais. Gente que pega e faz, que está começando ou já está no corre há tempos. Iniciativas tantas vezes invisibilizadas, mas cujo protagonismo periférico transborda fronteiras físicas e simbólicas, com enorme potencial de criar redes. Sob essas lentes de observação cuidadosa, o grupo de colaboradoras chegou ao final da difícil tarefa de sugerir à Gabinetona, a partir desse universo tão rico e diverso, iniciativas para as quais acreditamos que a modesta doação de 5 mil reais pode fazer diferença.

Com alegria, compartilhamos com a cidade o nome das iniciativas que receberão recursos financeiros e se encontrarão no dia 12 no Ato-celebração > cultura viva pelo bem-viver, às 19 horas, na Câmara Municipal de BH (Av. dos Andradas, 3100), no encontro que em que será protocolado o Projeto de Lei Cultura Viva.

>> Produto Novo [ Vila Maria ]

Estúdio/selo, na periferia de Belo Horizonte, cujo negócio é realizar sonhos sonoros e audiovisuais.

>> Oficina de marcenaria para pessoas com deficiência [ Prado ]

A oficina especial de marcenaria do Crepúsculo: Centro de Desenvolvimento Humano surgiu em 2018 com o objetivo de oferecer qualidade de atendimento para participantes e ampliar vagas nos trabalhos de arte-terapia do Centro.

>> Associação das Mulheres da Vila Nossa Senhora Aparecida [ São Lucas ]

Desenvolve encontros com mulheres que têm suas vidas desestruturadas pelo uso de drogas, oferecendo suporte financeiro e psicológico por meio de dinâmicas e trabalhos artesanais.

>> Rede POC

Iniciada em outubro de 2018 para enfrentar o crescente número de ataque aos direitos da população LGBTIQ, promove ações de formação, proteção, inclusão e acolhimento à essa população em Belo Horizonte e Região Metropolitana.

>> Creche Tia Carminha [ Ocupação Eliana Silva ]

Atende, em média, 35 crianças por ano, de idade entre 0 a 5 anos. Além de promover qualidade de vida para as crianças que são atendidas, também busca auxiliar na emancipação das mulheres para o mercado de trabalho.

>> Casa do Saber [ Nova Granada ]

Criada e organizada por uma pessoa em situação de rua, a Casa do Saber surgiu em 2015 como Casa da Árvore. Desenvolve atividades como doação de livros, acesso à educação, lazer, exposição de artes, festival de livros e de resistência.

>> Ecossistema Lixo Zero [ Santa Tereza ]

O Ecossistema Lixo Zero nasceu em 2017, no bairro Santa Tereza, e desenvolve ações para o aproveitamento integral dos resíduos sólidos urbanos através da integração entre a reciclagem popular e a agroecologia urbana no território.

>> Viva Lagoinha [ Lagoinha ]

Iniciativa de impacto que, desde 2010, conecta pessoas que acreditam na requalificação da região da Lagoinha.

>> Rap Ládo Norte [ Zona Norte ]

Iniciada em 2014, tem como objetivo promover e dar suporte aos movimentos independentes de batalhas de MC's que aconteciam na Zona Norte, especificamente na regional Venda Nova de Belo Horizonte.

>> Associação Cultural Odum Orixás [ Floresta ]

Registrada em 2001, a partir do grupo “Balé Folclórico do Negro Odum Orixás” fundado em 1972 por Paulo Cesar Valle, Celsa Rosa e Eliane Mares (Grupo Aruanda), atua em movimentos de combate e promoção da igualdade de raça/gênero e outras diversidades.

>> Guarda de Moçambique São José [ Jardim Inconfidência ]

O congado reúne um grupo de pessoas que coloca sua fé em ação. Passado de geração em geração, de pais para filhos, de filhos para netos, de netos para bisnetos. Que envolve toda comunidade.

>> Hortas comunitárias [ Ocupação Vitória / Izidora ]

Cultivo de produtos orgânicos, geração de renda, sustentabilidade e visibilidade para as ocupações urbanas de Belo Horizonte.

>> NóArte - Núcleo de Organização Artística da Zona Norte [ Zilah Spósito ]

Iniciada em 2016, desenvolve batalhas de MC's, eventos comunitários e oficinas de rap e poesia nas quebradas da Zona Norte buscando sensibilizar crianças, adolescentes e jovens negros e periféricos para assuntos e temas sociais que perpassam seu cotidiano.

>> Projeto Itamar [ Aglomerado da Serra ]

Criado em 2005, oferece aulas de taekwondo para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

>> ÉMesmoFilmes produtora [ Novo Glória ]

Criada em janeiro de 2018, propõe produções de filmes independente com pessoas periféricas.